Em 1616 chega Shabdrung Ngawang Namgyal, um lama tibetano, que, para além de ter unificado este conjunto de feudos em guerra num único país, procurou também estabelecer uma identidade cultural própria e distinta, diferente da tibetana que lhe deu origem, começando, para isso, por baptizar o novo reino como Druk Yul, o Reino do Dragão – traduzido literalmente.
Em harmonia com os seus nomes poéticos, o Butão era ainda conhecido pelos tibetanos por “Terra do Sul das Ervas Medicinais”, que lhes dava, opinião minha, tanto charme como o nome actual.
Àqueles que me perguntam a razão das minhas viagens, respondo normalmente: «Conheço bem o que evito, mas não o que procuro.» Montaigne, Essais, III, 9 *

Não casaremos sem ir ao Paquistão, prometemos um ao outro. Não cumprimos!
Eu e a minha mulher fazemos das viagens vida. Corre-nos no sangue. Dos inúmeros locais por onde ainda não andamos, há um que sempre nos ficou debaixo de olho – Caxemira. A região de Caxemira, quer do lado indiano, quer do lado paquistanês, sempre exerceu sobre nós um enorme fascínio, por isso, a promessa que tínhamos feito um ao outro de a visitar antes do nosso casamento.
Peregrinava a Compostela, ainda antes de Bush filho ser presidente dos Estados Unidos da América. O que é que uma coisa tem a ver com a outra? Aparentemente nada. Não fosse eu ter-me cruzado com Sam Davies, numa terra abençoada por um escritor americano.
Apetece chamar-lhe a rua principal da América


